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Sobre os ritos da Semana Santa

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Sobre os ritos da Semana Santa

Postado em 26 março 2015 por E. Marçal

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A Semana Santa faz memória dos mais importantes Mistérios de nossa fé, e o Tríduo Pascal é o coração do ano litúrgico. Portanto, sabemos dos antiquíssimos e detalhados ritos que acompanham as celebrações litúrgicas nesses dias, tentando ao máximo exprimir ao nosso espírito os sentimentos pelos textos, pelos cantos, pelos gestos e símbolos. Luz, escuridão, fogo, água, óleo, silêncio e sinos nos acompanham durante estes sete intensos dias.

Devido à multiplicidade de detalhes encontramos certa contradição nas orientações dos livros litúrgicos. Portanto, só um maior estudo do Cerimonial dos Bispos e do Missal Romano e o conhecimento do rito antigo no que é possível, bem como a prática das rubricas nas celebrações do Vaticano nos ajudarão a ter os detalhes melhor esclarecidos. Para tanto, o Direto da Sacristia apresenta a seguir um guia feito com base nessas referências, desejando que ele ajude a todos nas comunidades que celebram com fervor espiritual, decoro e solenidade estes dias do triunfo, Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor.

Domingo de Ramos

VATICAN-POPE-PALM SUNDAY

Bento XVI durante a procissão do Domingo de Ramos
Praça de São Pedro, 17 de abril de 2011

Papa Francisco paramentação casula vermelha Missa Domingo Ramos Praça São Pedro 24 março 2013

Antes de oscular e beijar o altar, o Papa Francisco veste a casula depois de ter usado o pluvial na Missa do Domingo de Ramos
Praça de São Pedro, 24 de março de 2013

Bento XVI sopro vaso Crisma - Cópia

Bento XVI assopra sobre o vaso com o óleo que será consagrado no Crisma

 

TRÍDUO PASCAL

Missa da Ceia do Senhor

Bento XVI alva cíngulo dalmática pontifical gremial lava pés sacerdotes Quinta-feira Santa 21 abril 2011

Somente os Abades e Bispos usam dalmática durante o rito do lava-pés
Também a tradição da Igreja pede que de homens sejam lavados os pés.
Na imagem, Bento XVI faz o gesto a 12 presbíteros na Arquibasílica do Latrão, 21 de abril de 2011

Pope Benedict XVI washes the feet of a worshipper during the beginning of the Paschal Triduum Mass of the Last Supper at the St. John in Lateran Basilica in Rome

O pé direito de um sacerdote é molhado por Bento XVI durante o rito do lava-pés
Arquibasílica do Latrão, 05 de abril de 2017
© Corbis

Bento XVI transladação Santíssimo Quinta-feira Santa

Com casula e sob a umbela, Bento XVI translada o cibório com o Santíssimo Sacramento envolvo no véu umeral

S. João Câncio Adoração Quinta-feira Santa

Capela da Reposição em igreja dos Cônegos Regulares de São João Câncio
Notem o tabernáculo e o seu formato, como é comum nesta ocasião

Desnudação altar Quinta-feira Santa Concesa (Itália) 2012

Desnudação do altar segundo o costume antigo, com o Sacerdote de alva e estola roxa
Santa Concesa (Itália)

Celebração da Paixão do Senhor

 

Pope Benedict XVI Celebrates Easter - Good Friday

Sem sapatos, como pede a 3ª edição do Missal Romano, e sem a casula, Bento XVI desce os degraus
para a adoração da cruz, na Sexta-feira Santa, em 10 de abril de 2009

Bento XVI prostrado almofada Sexta-feira Santa 06 abril 2007 Alessandra Benedetti

A prostração do corpo é uma das formas previstas para expressar a tristeza pelo sofrimento redentor de Cristo
Basílica de São Pedro, 06 de abril de 2007

© Alessandra Benedetti

Bento XVI casula vermelha desvelando Cruz Sexta-feira Santa 14 abril 2006 AP Photo Gregorio Borgia

Bento XVI desvela a segunda parte da cruz, o braço direito, durante a Celebração da Paixão do Senhor
Basílica de São Pedro,14 de abril de 2006
© AP Photo/Gregorio Borgia

Bento XVI alva cíngulo estola ajoelhado Adoração Cruz Sexta-feira Santa

Ajoelhado, sem casula e sem os sapatos, Bento XVI oscula a cruz durante a adoração na Sexta-feira Santa

Vigília Pascal

Altar coberto Basílica São Pedro penumbra Vigília Pascal Sábado Santo

O altar papal preparado para a Missa, embora ainda sem as velas acesas, poucos antes do início da Vigília Pascal
Durante a Liturgia da Palavra, mais um pouco das luzes são acesas. Contudo, somente durante o canto do Glória
a Basílica de São Pedro é plenamente iluminada, após acenderem-se as velas

Círio Pascal Vaticano Fraternitas OFM

O Círio Pascal posto ao lado direito do ambão, na Basílica de São Pedro

Batismo Papa Francisco 19 abril 2014 AP

O Papa Francisco batiza um garoto italiano durante a Vigília Pascal
Basílica de São Pedro, 19 de abril de 2014

© AP

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Semana Santa no Vaticano

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Semana Santa no Vaticano

Postado em 30 março 2012 por E. Marçal

Ao alternarmos as indicações das cerimônias presididas pelo Romano Pontífice com comentários do Mons. Guido Marini, destacamos a sua magistral explicação sobre a natureza litúrgica das celebrações da Semana Santa, que são atualizadas durante os divinos ofícios; os detalhes, como, por exemplo, de onde vêm o círio pascal, as flores, o óleo usado no Vaticano; e as várias vezes que o mestre-de-cerimônias pontifício destaca que vários elementos da Liturgia são sinais visíveis que vêm a priori de nossa devoção e que, a posteriori, devem produzir frutos em nossa fé.

*

Com informações do boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé e detalhes do Mons. Guido Marini

 

Calendário das celebrações da Semana Santa 2012 presididas pelo Santo Padre Bento XVI

 

1º abril 2012

DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR

XXVII Jornada Mundial da Juventude, com o tema:
“Alegrai-vos sempre no Senhor!” (Fil 4,4)

Capela Papal
Praça São Pedro: 9h30

O Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor une o triunfo de Cristo – aclamado como Messias pelos habitantes de Jerusalém e, neste dia, no rito da procissão de ramos, pelos cristãos – e o anúncio da Paixão com a proclamação do canto do relato evangélico na Missa. Os ramos de oliveira e de palmeiras são o sinal da participação jubilosa no rito processional, expressão da fé da Igreja em Cristo, Messias e Senhor, que vai encontrar a morte para a salvação de todos os homens.

O Santo Padre abençoará as palmas e as olivas e, ao fim da procissão, celebrará a Santa Missa da Paixão do Senhor.

É também a Jornada Mundial da Juventude, à qual participam os jovens da Diocese de Roma. Pelo motivo desta circunstância, concelebrarão com o Santo Padre: o Cardeal Agostino Vallini e Sua Ex.cia Mons. Paolo Schiavon (pelo Vicariato de Roma), o Cardeal Stanislaw Rylko e Sua Ex.cia Josef Clemens (pelo Pontifício Conselho para os Leigos), o Cardeal Antonio María Rouco Varela e Sua Ex.cia Mons. César Augusto Franco Martínez (pela Arquidiocese de Madri), Sua Ex.cia Dom Orani João Tempesta, O.Cist., Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, juntamente com dois Bispos Auxiliares seus.

Os Cardeais-diáconos que assistirão o Santo Padre são: Manuel Monteiro de Castro, Peninteciário-mor, e Antonio Maria Vegliò, Presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral do Migrantes e Itinerantes.

Juntamente à Capela Sistina, é presente o coro da Diocese de Roma, regido pelo Rev.do Mons. Marco Frisina.

Ramos como esses usados por Bento XVI, são doados pelo Caminho Neocatecumenal

A decoração das olivas é ofertada pela Região de Puglia; as palmas provêm de Sanremo; os ramos de oliva são ofertados pela Vila Pontifícia de Castel Gandolfo; as folhas de palmas para a procissão são doadas pelo Caminho Neocatecumenal.

O serviço litúrgico é feito por alguns alunos do Pontifício Seminário Romano.

 

* * *

 

05 abril 2012

QUINTA-FEIRA SANTA

SANTA MISSA DO CRISMA 

Basílica Vaticana, 9h30

O Santo Padre presidirá a concelebração da Santa Missa Crismal com os Cardeais, os Patriarcas, os Arcebispos, os Bispos e os Presbíteros (diocesanos e religiosos) presentes em Roma.

Durante a celebração, os sacerdotes renovam as promessas feitas no momento da sagrada Ordenação e são abençoados os Óleos santos que serão usados já a partir da Vigília Pascal.

Os sacerdotes, cerca de 1.600 do clero secular e religioso da Diocese de Roma e dos Colégios Romanos, renovam as promessas sacerdotais. Juntamente a eles, concelebram com o Santo Padre os Cardeais e os Bispos.

Bento XVI assopra sobre o óleo,
segundo as indicações para a consagração do Crisma,
contido numa ânfora de prata

São abençoados os Óleos dos Catecúmenos e dos Enfermos e o Crisma. A apresentação dos Óleos é acompanhada pela presença de alguns representantes: dos Catecúmenos, por alguns catecúmenos que serão batizados na Vigília Pascal; dos Enfermos, por alguns doentes que receberão o sacramento da Unção; o do Crisma será acompanhado por alguns jovens candidatos ao sacramento da Confirmação e por 4 diáconos que serão ordenados sacerdotes. As ânforas que contêm os Óleos: 3 são de Toffetti (n.e. Mario Toffetti, um artista plástico que desenhou e construiu a atual pia batismal da Capela Sistina e a anterior, presenteada ao Papa João Paulo II, em 1994, por ocasião de seu jubileu de ordenação sacerdotal), outras 3 (de prata) são um presente de alguns anos atrás à sacristia pontifícia, proveniente da Espanha.

O óleo para a celebração da Missa Crismal é doado pela cooperativa “Arte y Alimentación SL” de Castelserás, na Espanha. As substâncias perfumadas para a fabricação do Crisma serão adicionadas ao Óleo antes da oração de bênção.

Os Óleos serão transportados a San Giovanni in Laterano, onde serão distribuídos aos sacerdotes da Diocese de Roma para a administração dos Sacramentos ao longo do ano.

O serviço é feito por alunos do Instituto Teológico Don Orione.

Imagem de Nossa Senhora, dada por João Goulart
usada liturgicamente no Natal passado (2011) 

Na coluna da Confissão, será colocada uma imagem de madeira de Nossa Senhora com o Menino. A imagem, conservada nos Museus Vaticanos, é um presente do então Presidente do Brasil João Goulart a Paulo VI em ocasião de sua eleição ao sólio pontifício em 1963. A obra, da escola brasileira, que remonta ao século XVIII, representa Nossa Senhora de Montserrat e é pintada em ouro com policromia  original e detalhes em prata.

 

TRÍDUO PASCAL

05 abril 2012
QUINTA-FEIRA SANTA

SANTA MISSA NA CEIA DO SENHOR

Capela Papal
Basílica de San Giovanni in Laterano, 17h30

Os grandes mistérios da nossa redenção são celebrados na Missa vespertina da Quinta-feira “na Ceia do Senhor” até as Vésperas do domingo de Páscoa. Tríduo Pascal não significa três dias de preparação à Páscoa, mas equivale à Páscoa celebrada em três dias, a Páscoa em sua totalidade, a passagem da paixão e morte para a sepultura, até a ressurreição. Trata-se de um único mistério celebrado em três momentos, no espaço de três dias.

O Tríduo Pascal se abre com a celebração Eucarística da noite, bem como a ceia do Senhor é sinal do início da Paixão. Enquanto Jesus começa a doação de sua vida em sacrifício expiatório para a salvação do mundo, estabelece a Eucaristia qual atualização no tempo de seu ato sacrifical e do mistério da salvação. A Eucaristia, expressão admirável da caridade do Coração de Cristo, sugere uma resposta de amor grato, mediante a adoração do Santíssimo Sacramento e o exercício do serviço aos irmãos.

O Santo Padre presidirá a concelebração da Santa Missa com o rito do lava-pés a doze sacerdotes.

Durante o rito, os presentes são convidados a fazer um ato de caridade para a assistência humanitária aos refugiados sírios.

Ao fim da celebração, terá lugar a procissão que acompanha o Santíssimo Sacramento à Capela da reposição.

O Santo Padre fará o gesto de lavar os pés a doze sacerdotes da Diocese de Roma. Com este gesto, propõe-se a si mesmo o gesto de Jesus aos apóstolos, revelação do mistério de Deus e sinal da doação total da vida.

A Santa Missa será concelebrada por Senhores Cardeais, por Bispos e alguns Sacerdotes.

É habitual que as ofertas coletadas no curso da Missa sejam destinadas a prestar ajuda a qualquer realidade necessitada. Para este ano, as ofertas são destinadas à assistência humanitária aos refugiados sírios.

O Santo Padre senta-se na cátedra papal: a da Basília San Giovanni in Laterano é a cátedra própria do Bispo de Roma.

Bento XVI dá a Sagrada Comunhão a um diplomata acreditado junto à Santa Sé
na Missa da Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, janeiro 2010

O Santo Padre distribui a Santa Comunhão, como é habitual, a alguns membros do Corpo Diplomático.

Ao fim da celebração, forma-se uma breve procissão com a reposição do Santíssimo Sacramento ao altar da Capela de São Francisco.

O serviço é feito por alunos do Seminário Maior Romano.

* * *

06 abril 2012
SEXTA-FEIRA SANTA

CELEBRAÇÃO DA PAIXÃO DO SENHOR

Capela Papal
Basílica Vaticana, 17h

 

O Santo Padre presidirá a Liturgia da Palavra, a Adoração da Cruz e o Rito da Comunhão.

A Sexta-feira Santa é o dia da Paixão e Morte do Senhor e de jejum como sinal exterior da nossa participação em Seu sacrifício. Nesta sexta-feira não se celebra a Eucaristia. Mas é prevista uma ação à tarde para comemorar a Paixão e Morte do Senhor. Cristo aparece com o servo de Deus, predito pelos profetas, cordeiro que se sacrifica pela salvação de todos. A Cruz é elemento que domina toda a celebração: iluminada pelos raios da ressurreição, se apresenta como trono de glória e instrumento de vitória; portanto, é apresentada à adoração dos fiéis.

Ao início da celebração, o Santo Padre se ajoelha alguns minutos diante do altar rezando em silêncio, em sinal de adoração e de pedido de perdão e de penitência.

O relato da Paixão é cantado por três diáconos com o concurso da Capela Sistina.

A homilia é proferida pelo Padre Raniero Cantalamessa, O.F.M.Cap., Pregador da Casa Pontifícia.

O Santo Padre expõe a Cruz, apresentando-a à adoração dos fiéis; em seguida, beija-a depois de ter retirado a casula e os sapatos, sempre em sinal de penitência.

A sede papal, como já ocorreu em outras ocasiões, é colocada em frente à imagem de São Pedro, na nave central da Basílica.

Os Cardeais-diáconos que assistem o Santo Padre são: Francesco Coccopalmerio e Giuseppe Bertello (n.e. Presidente do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos e Presidente do Governatorato da Cidade do Estado do Vaticano, respectivamente).

O Santo Padre distribuirá a Santa Comunhão ao Senhores Cardeais.

As luzes suaves da Basílica são um sinal do clima penitencial da celebração.

O serviço litúrgico é feito por alguns alunos Passionistas e do Pontifício Colégio Nepomuceno.

 VIA CRUCIS

Coliseu, 21h15

 

O Santo Padre presidirá o piedoso exercício da “Via Crucis”, ao fim do qual dirigirá a sua palavra aos fiéis e dará a Bênção Apostólica.

Casal focolarino Danilo e Anna Maria Zanzucchi,
que fará as meditações da
Via Crucis deste ano

Os textos da “Via Crucis” são preparados pelos cônjuges Danilo e Anna Maria Zanzucchi, do Movimento dos Focolares e iniciadores do Movimento “Família Nova”. As imagens do livreto para o uso dos fiéis reproduzem os painéis da “Via Crucis“, realizados pelo Prof. Benedetto Pietrogrande em 2009 e colocados na capela do Centro do Movimento dos Focolares em Rocca di Papa.

As tochas próximas à Cruz são portadas por dois jovens da Diocese de Roma; a Cruz é portada, bem como pelo Cardeal Agostino Vallini, por dois frades franciscanos da Custódia da Terra Santa e por algumas famílias provenientes da Itália, da América Latina, da África, da Irlanda.

* * *

 

7-8 abril 2012
DOMINGO DE PÁSCOA NA RESSURREIÇÃO DO SENHOR

VIGÍLIA PASCAL

Capela Papal
Basílica Vaticana, 21h

A Vigília Pascal é a grande e santíssima noite do ano, a celebração mais antiga, mais importante e mais rica em conteúdo. Sim vigília para indicar que vivemos em espera da vinda do Senhor, na esperança que se realiza a nova e definitiva passagem marcada da eternidade. Na Vigília se exprime a nossa passagem da morte e do pecado à vida nova em Cristo.

O Santo Padre abençoará o fogo novo no átrio da Basílica de São Pedro; depois do ingresso processional na Basílica com o círio pascal e o canto do “Exsultet“, presidirá a Liturgia da Palavra, a Liturgia Batismal e a Liturgia Eucarística, que será concelebrada com os Senhores Cardeais.

Ao centro dos ritos iniciais, está situado o círio, símbolo de Cristo ressuscitado; à sua luz escuta-se o solene anúncio da Páscoa (o canto do “Exsultet“) e a palavra de Deus, quando é lembrada a história da salvação, da criação à ressurreição de Cristo; segue a primeira participação na Páscoa mediante o Batismo e a renovação das promessas batismais, com a profissão da fé e a oração universal ou dos fiéis; finalmente, se celebra a Eucaristia, quando o cordeiro pascal, ressuscitado da morte, se faz alimento para nós, porque vivemos d´Ele e para Ele na lógica da santidade.

A Celebração Eucarística da Vigília é o culminar do Tríduo, do ano litúrgico, na verdade, a fonte da alegria pascal. A Missa do domingo propriamente dito da Ressurreição não é o prolongamento da Celebração Eucarística da noite.

O Santo Padre administra o Batismo, a Crisma e a Primeira Comunhão a 8 neófitos, proveniente: da Itália, da Albânia, da Eslováquia, de Camarões, da Alemanha, do Turquemenistão, dos Estados Unidos. Os catecúmenos recebem a Santa Comunhão sob as duas espécies do pão e do vinho, Corpo e Sangue do Senhor.

A Santa Missa é concelebrada por Senhores Cardeais.

A celebração se abre no átrio em frente à Basílica, onde acontece o rito da bênção do fogo e da preparação do círio pascal, doado como de costume pela Comunidade Neocatecumenal de Roma.

Na Basílica, a passagem do escuro à luz simboliza o ingresso da Luz que é Cristo, Caminho, Verdade e Vida, no mundo tenebroso do pecado, da solidão e da morte.

A nova e controversa fonte batismal da Capela Sistina
e que será usada na Vigília Pascal deste ano.
Na foto, a pia está disposta deste modo especialmente para exibição 

A disposição da fonte batismal no centro, aos pés da Confissão, ao lado do círio pascal, também pretende enfatizar a importância simbólica da fonte batismal na liturgia da Vigília de Páscoa.

O serviço litúrgico é feito por alunos do Seminário Internacional San Vitalino e do Colégio San Noberto.

 

SANTA MISSA DO DIA

Capela Papal
Sagrado da Basílica Vaticana,  10h15


O Santo Padre celebrará a Santa Missa no sagrado da Basílica de São Pedro.

Ao fim da celebração, da sacada central da Basílica, dará a Bênção “Urbi et Orbi“.

A Celebração se abre com o rito do “Resurrexit“, que prevê a abertura da imagem do Ressuscitado. Trata-se de um ícone realizado prestando a devida atenção ao protótipo medieval. O novo ícone, como o antigo, é constituída pela imagem pintada do Salvador, sentado no trono, com duas portas laterais.

Este rito, antigamente, era oficiado antes da Celebração Eucarística, na Basílica Lateranense, depois do qual o Papa precedia processionalmente para ir a Santa Maria Maggiore, onde celebrava a Missa.

Como é habitual, a Santa Missa não será concelebrada.

Bento XVI abençoa os fiéis com o Livro, após a proclamação do Evangelho, abril 2009
Veem-se as abundantes e coloridas flores que alegremente ornam a Praça de São Pedro

A decoração floral, como é usual, é ofertada por floristas holandeses.

O Santo Padre, também, faz o rito da aspersão com a água abençoada em memória do Batismo, como ato penitencial, que introduz à celebração dos Santos Mistérios do Senhor.

O Santo Padre não faz a homilia, pois à Missa seguirá a bênção “Urbi et Orbi” da sacada central da Basílica, com as saudações pascais. Fazem assistência ao Papa os Cardeais-diáconos Jean-Louis Tauran (Cardeal protodiácono) e Raymond Leo Burke (n.e. Presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Interreligioso e Prefeito da Assinatura Apostólica, respectivamente).

A proclamação do Evangelho será em latim e em grego para sublinhar a universalidade da celebração pascal.

O serviço litúrgico é feito por alunos do Seminário Teológico da Obra Don Guanella.

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