Direto da Sacristia
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Resposta da FSSPX

Postado em 18 abril 2012por E. Marçal
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Do boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé

 

COMUNICADO DA PONTIFÍCIA COMISSÃO “ECCLESIA DEI

Mons. Bernard Fellay, Superior Geral da Fraternidade São Pio X.
Respondeu ao Prêambulo e corre o risco de dissidência de 25% de seus confrades

[Na íntegra:] Em 17 de abril de 2012 foi recebido, tal como solicitado na reunião de 16 de março de 2012, realizada na sede da Congregação para a Doutrina da Fé, o texto da resposta de Sua Ex.cia Mons. Bernard Fellay, Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. O texto acima será examinado pela Congregação e, em seguida, submetido ao julgamento do Santo Padre.

Desde a noite de ontem, a blogosfera vem anunciado, que segundo palavras do informadíssimo vaticanista Andrea Tornielli, do “Vatican Insider“, que a “Ecclesia Dei” recebeu de Mons. Fellay um parecer favorável ao Preâmbulo Doutrinal datado de janeiro passado, que versa sobre “alguns princípios doutrinais e critérios de interpretação da doutrina católica, necessários para garantir a fidelidade ao Magistério da Igreja e o ‘sentire cum Ecclesia’“.

Membros da Fraternidade Sacerdotal fazem sua peregrinação ao túmulo de Pedro
por ocasião do Jubileu do ano 2000 

É importante deixar claro, principalmente àqueles que nutrem um estranho ódio aos membros da Fraternidade (como se só fosse possível o arrependimento  e correção de seus erros a todos os outros católicos que se extraviaram em sua conduta), que o que é caro não é à regularização canônica da Fraternidade Sacerdotal São Pio apenas por ser a mesma Fraternidade; mas, o que sempre é caro à Igreja e o está sendo ao Papa desde o início de seu pontificado, é acabar com “as falhas na rede de Pedro”:

“Ai de mim, amado Senhor, agora ela rompeu-se!
Poderíamos dizer que sofremos. Mas não não devemos estar tristes!
Alegremo-nos pela tua promessa, que não desilude, e façamos o possível para percorrer o caminho rumo à unidade,
que tu prometeste. Façamos memória dela na oração ao Senhor, como pedintes:
sim, Senhor, recorda-te de tudo o que prometeste.
Faz com que sejam um só pastor e um só rebanho!
Não permitas que a tua rede se rompa e ajuda-nos a ser servos da unidade!”

(Bento XVI, homilia na Missa de início de seu ministério petrino,
Vatican, 24 de abril de 2005) 

Aguardemos. É provável que o parecer da Congregação só seja dado ao conhecimento público em meados de maio, na próxima reunião da “feria quarta” na primeira quinzena do mesmo mês.

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Basilio
Basilio
Visitante
13 anos atrás

No mundo, há lugar para todos. Já que estavam separados, pois que continuem. A casa do Pai tem muitas moradas.
Parece resolver um problema, vão se criar mais 99.
O mundo é insatisfeito.
O catolicismo é bom para os católicos, a FSSPX é bom para eles. Que fique como está.

Erick Marçal
Erick Marçal
Visitante
Responder para  Basilio
13 anos atrás

Senhor Basilio,
Quando perguntaram, na década de 40, a um famoso teólogo alemão que era abertamente contra a promulgação do dogma da Assunção da Virgem, que estava em discussão, o que ele faria se o dogma fosse proclamado, ele respondeu que humildemente reconheceria mais uma vez que a Igreja é mais sábia do que ele.Proponho ao sr. o mesmo pensamento. Eu não sou teólogo, nem muito menos canonista, ou um vaticanista, para analisar detalhadamente como possivelmente será o panorama da Fraternidade São Pio caso ela seja canonicamente regularizada. Contudo, se nem mesmo o Santo Padre, o único que tem o poder para decidir sobre isso, teme o pior, mas tem feito de tudo para acabar com essa ruptura (sendo, talvez, até, em último caso, um “orgulho” de sua parte, posto que ele “falhou” nas negociações com o Arcebispo Lefebvre em 1988), quem sou eu para ver nessa reconciliação algo mal para a Igreja em tempos relativistas como os nossos?! Quem sou eu para não querer que até mesmo esse grupo não volte à plena comunhão com a Igreja? Não quero cair no mesmo erro de Novaciano, que, por tempos, foi acreditado por Hipólito de Roma, de afirmar que a Igreja nem deve querer nem pode perdoar os “piores” pecados.

Claro que Lefebvre não fez o mais correto para defender os seus interesses e afastar o medo de a Fraternidade sumir depois de sua morte. Mas, é verdade que eles querem voltar, e eu, e tantos outros, rezamos para que isso acabe da melhor forma para a Igreja, e não atenda a quem não guia a Igreja e parece não querer que “as falhas na rede de Pedro” sejam desfeitas. Não sei, portanto, quem é pior: os da Fraternidade que ainda não querem nenhuma reconciliação definitiva com o Papa, ou quem só critica as discussões e a possível volta iminente.

Basilio
Basilio
Visitante
13 anos atrás

Sei que todos os comentários são censurados. Não haveria de seria diferente agora.

Erick Marçal
Erick Marçal
Visitante
Responder para  Basilio
13 anos atrás

Não, Sr. Basilio. Aqui os comentários não são censurados. A única “censura” que fazemos quando necessário é corrigir a pontuação. A única censura, em seu termo estrito, que fizemos foi sobre um comentário que injusta e duramente criticou a beatificação do Papa João Paulo II. Aqui, pois, não há parcialidade. Mas, sabemos sobre o que escrevemos e o que aqui deve ser comentado.

Haverá censura sim se seus comentários continuarem a ser caluniosos e ofensivos.

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