Em Pentecostes, falou-se na “língua dos anjos”?
Existe mesmo a chamada “oração em línguas”, que, curiosamente, é comum lamentavelmente assistirmos em encontros da Renovação Carismática Católica?
Desde agora, separamos 2 pontos: a Igreja aprovar o movimento e os erros que muito são praticados pela maior parte. São pontos distintos. Portanto, embora a Igreja reconheça a RCC, não aprova o raríssimo “dom de línguas”, que não é o mesmo de Pentecostes, ainda que o movimento carismática faça algum bem aos católicos. O bem não justifica os erros.
Alguns cristãos acreditam no “dom de línguas” como sinal do batismo do Espírito Santo
Análise de Daniel Bosqued, espanhol,
Doutor em Teologia e Pastor Adventista
Há quem acredite que isto provém do céu, talvez. A não ser que, na verdade, o pronunciar de sílabas que não se compreendem nem mesmo quem as pronuncia não parece representar bem a presença de Deus.
E se realmente isso não é certo? E se a Bíblia não ensina isso?
Se isto é um fenômeno de autossugestão aprendido e imitado por milhares de cristãos, então este é um dos maiores enganos da história.
“O dom de línguas, os Apóstolos o receberam para serem entendidos por todos os que os ouviam.
Assim, nos Atos dos Apóstolos, se conta que São Pedro, no dia de Pentecostes,
falou a uma multidão de pessoas de raças e línguas diferentes, e todos o entenderam”
Jan Joest van Kalkar, Pentecostes (1505-1508), Igreja de São Nicolau
1. Em todo o Novo Testamento, os dons dados à Igreja são para cumprir uma função. Jesus ordenou pregar o Evangelho a todo o mundo, mas os discípulos sabiam um ou dois idiomas. Por isso foi feito o milagre. Em Atos 2, o verdadeiro dom não foi glossolalia (dom das línguas), e sim falar um idioma que não sabia antes.
2. Em Atos 10, 19 ocorrem casos similares: era um símbolo útil para os não-crentes. Mas o capítulo 4, 8 e 9 dizem que se derramou o Espírito Santo e não houve dom de línguas. Por que? Porque não havia estrangeiros, então não havia necessidade.
3. A Bíblia não ensina que falar em línguas seria o único símbolo do Espírito comum a todos os crentes. Alguns afirmam que o dom consiste em orar em idiomas angélicos desconhecidos. Dizem que se pode praticar relaxando a boca e se deixando levar pela euforia. Mas falam assim os anjos?

Santo Tomás de Aquino diz que nem Deus nem mesmo os anjos falam,
mas se comunicam por iluminação: um ilumina a inteligência do outro e comunica o que se quer
4. Na Universidade da Pensilvânia demonstrou-se que ao falar essas línguas não se ativam as áreas cerebrais da linguagem. O motivo é simples: não há nenhuma forma de comunicação.
5. Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios, capítulo 14. Como se explica: desde o capítulo 13, a Igreja estava repleta de problemas espirituais, contendas e disseções. Em Corinto havia a tradição de rituais nos quais se falavam a língua dos deuses. Ao mesclar o dom real com crenças pagãs, ele tentava definir o problema da Igreja, mesmo à distância. Como julgar se alguém diz orar a Deus em idioma desconhecido? Paulo sabiamente assina a crença dos coríntios, debatendo com lógicas do seu ponto de vista. Mas ele encerrar o caso com versículo 28: “Se não interpreta, cale-se”. Porque, se é um idioma real, poderá ser interpretado sempre. Paulo reduz ao particular uma experiência subjetiva e identificável para proteger a Igreja. E disse no versículo 13: “Se alguém fala em línguas, peça para interpretá-la”. Se isso não ocorre, não está orando com sua mente. E isso não serve para nada. Todos que balbuciam estas supostas línguas sempre a traduzem? Estão violando um importante mandamento bíblico. Porque um dom verdadeiro sempre edifica a Igreja e se não faz, é falso.
Por certo, Cristo nunca falou em línguas.
Everyone loves what you guys are up too. This kind of clever work and reporting! Keep up the good works guys I’ve you guys to my personal blogroll.