Direto da Sacristia
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35 anos de episcopado de Bento XVI

Postado em 28 Maio 2012por E. Marçal

35 anos de episcopado de Bento XVI
De membro à cabeça do episcopado

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Imagens da sagração episcopal a partir dos 04:21

Eu ainda não receava nada quando o núncio Del Mestri, sob algum pretesto, me visitou em Ratisbona, conversou comigo sobre assuntos insignificantes e, finalmente, entregou-me uma carta que eu devia ler e ponderar em casa. Continha a minha nomeação para arcebispo de Munique e Frisinga. Isso tornou-se, para mim, imensamente difícil. Era-me permitido consultar o meu confessor. Abri-me, pois, com o professor Auer, que tinha um conhecimento muito realista de meus limites tanto teológicos como humanos. Eu esperava que ele me desaconselhasse. Para minha grande surpresa, porém, ele disse sem refletir muito: ‘Você deve aceitar’. Então, depois de manifestar ao Núncio, mais uma vez, os meus receios, escrevi hesitante ainda à vista dele, no papel de cartas do hotel onde estava hospedado, a declaração do meu consentimento“.

Arcebispo Guido Del Mestri,
Núncio Apostólico na Alemanha 1975-1984.
Visita com pronta nomeação.

Cardeal Julius Döpfner
Morte precoce e súbita. Acenos para o seu sucessor teólogo

 

Estas são palavras próprias de Bento XVI em sua autobiografia parcial “Lembranças da minha vida”, que compreende o período entre os anos 1927-1977. De fato, apesar de que desde a súbita morte do Cardeal Döpfner, aos incríveis 62 anos, em 24 julho 1976, o então padre Ratzinger ouvir considerações sobre ser nomeado para a sucessão episcopal em sua própria arquidiocese, ele estava absorto demais lecionando, depois de em outras muitas instituições, na Universidade de Regensburg (Ratisbona), onde desde 1969 era titular da cátedra de Dogmática e História do Dogma e onde também exerceu o cargo de vice-reitor. E o ambiente universitário o encantava; não que o exercício do ministério sacerdotal fosse menos importante que o ensino, mas parece que queria que toda a sua vida seguisse daquele modo, com conciliação que era feita entre as cátedras de teologia e as capelanias onde ele exercia o sacerdócio.

Cardeal Bengsch, então Arcebispo de Berlim,
impõe suas mãos durante a cerimônia de sagração

Primeiro discurso como Arcebispo sagrado de Munique e Frisinga
28 maio 1977

Mas, aceitou a nomeação episcopal que Paulo VI lhe fizera. Em tempos tão inconstantes como aqueles, era preciso que grandes teólogos, e sérios, governassem grandes arquidioceses para conduzir o pensamento teológico, a ortodoxia e a ortopráxis, desejado pelo Vaticano II. Depois de oitenta anos, pela primeira vez a Arquidiocese de München e Freising tinha um arcebispo eleito dentre os sacerdotes de seu próprio clero. Como o mote de seu brasão episcopal, escolheu “Cooperatores veritatis” – “Cooperadores na verdade” significando, como ele próprio explicou, a ligação entre a tarefa anterior e sua nova missão e seguir a verdade, quase totalmente omitida no mundo atual, e estar ao seu serviço.

Bispos Stangl, Graber e Tewes
Principais sagrantes 

Convidou o então Bispo de Würzburg Josef Stangl para ser o sagrante principal. Rudolf Graber e Ernst Tewes, respectivamente então Bispos de Regensburg e Auxilar de Munique e Frisinga, foram os co-sagrantes. A cerimônia de sua sagração episcopal aconteceu na Catedral, Frauenkirche de Munique, durante o ofício da missa da vigília de Pentecostes, em 28 maio 1977.

Como arcebispo, durante procissão eucarística.

Criação cardinalícia de Joseph Ratzinger, junto com apenas outros 3 bispos
27 junho 1977 

Um mês depois foi criado cardeal-presbítero pelo Papa Paulo VI, com o título de Santa Maria Consolatrice al Tiburtino.

Despedida como Arcebispo de Munique e Frisinga
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Passou pouco tempo como Arcebispo de Munique e Frisinga. Em 1982, o Papa João Paulo o nomeou Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, de onde só saiu para presidir o episcopado cuja sagração hoje comemora 35 anos.

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