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6ª Congregação Geral: Primeiros fins da reforma litúrgica

Postado em 24 outubro 2012 by E. Marçal

[24 outubro 2012]

Fouad Twal, Patriarca latino de Jerusalém, durante missa em rito greco-melquita
tal como foi a Divina Liturgia hoje no Concílio 

O sacrifício eucarístico desta manhã, com o qual começou a sexta Congregação Geral do XXI Concílio Ecumênico, foi oficiado por Mons. Filipe Nabaa, Arcebispo de Beirute e Gibail para os Melquitas e que é um dos cinco Subsecretários do Concílio. Em termos mais exatos, tratou-se de uma concelebração em rito greco-melquita.

Presidiu a Congregação Geral de hoje o Em.mo Sr. Cardeal Henrique Pla y Deniel, Arcebispo de Toledo.

A entronização do livro dos Evangelhos em forma solene, como ontem, foi feita por Mons. Joseph Krol, Arcebispo de Filadélfia, nos Estados Unidos. Estavam presentes na Aula 2.337 Padres.

Terminada a invocação do “Adsumus”, o Secretário-geral comunicou aos Padres a morte de Mons. Aston Chichester, Arcebispo titular de Velebusto, que havia expirado uma hora antes, acometido de um mal súbito, no adro da Basília. Todos os Padres Conciliares recitaram juntos o “De Profundis”.

Foi distribuído então o calendário dos trabalhos conciliares do mês de novembro, que prevê a suspensão das sessões para os primeiros quatro dias do mês. A partir do dia 05 de novembro, haverá sessões todos os dias, menos às quintas-feiras e aos domingos.

Continuaram depois as intervenções dos Padres, ainda sobre o Proêmio e o Primeiro Capítulo do projeto de constituição sobre a Sagrada Liturgia. O Proêmio, depois de lembrar que a tarefa de favorecer e promover a Liturgia entra nas finalidades do Concílio, sublinha que não se trata de fazer novos pronunciamentos dogmáticos, mas de fixar alguns princípios e normais gerais, deixando então aos Peritos estudar as aplicações concretas. Com este fim, se chama a atenção para a necessidade de acentuar sobretudo a natureza teândrica (n.e. relativo a Deus feito homem) da Liturgia, seu duplo caráter divino e humano, invisível e visível, espiritual e jurídico, escatológico e administrativo. Sublinha-se particularmente a oportunidade de reconhecer, honrar e favorecer todos os ritos atualmente vigentes na Igreja Católica.

O Primeiro Capítulo da Constituição, sobre os princípios gerais da Liturgia, abre com um parágrafo [onde] é definida a natureza da Liturgia. A obra da Redenção, anunciada no Antigo Testamento, é continuada pela Igreja através dos séculos, não apenas mediante a pregação do Evangelho, mas também por meio dos Sacramentos, para os quais se ordena toda a Liturgia. Em cada ação litúrgica, em cada gesto visível e externo que a Igreja exerce para administrar os Sacramentos está presente Cristo que opera a salvação e confere a graça.

Intervieram esta manhã os seguintes Padres:

Cardeal Eugène Tisserant, Decano do Sacro Colégio:
totalmente favorável ao uso do vernáculo na Liturgia.
(como também falou o Arcebispo Joseph Descuffi, de Esmirna, Turquia)

Cardeal Valeriano Gracias, Arcebispo de Bombay, na Índia:
defendeu o uso do vernáculo em todas as partes litúrgicas destinadas ao povo.
Declarou não ser possível continuar sempre “sicut erat in principio et nunc et semper”
(tal como pensa o Cardeal Bea, Presidente do Secretariado para a  União dos Cristãos).

Cardeal Antonio Bacci, da Cúria Romana:
defendeu o latim. Para a instrução do povo, basta a homilia e o catecismo;
as orações litúrgicas sejam feitas em latim.

Frei Boaventura Kloppenburg, teólogo conciliar

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