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Missa dos Santos Óleos

Postado em 20 abril 2011 by E. Marçal


Bento XVI sopra sobre o vaso do Santo Crisma

 

O dia de hoje possui três ofícios – digamos assim. Ainda no Tempo Quaresmal, há uma missa com paramentos roxos. Nas catedrais, os bispos presidem a Missa para a bênção dos Santos Óleos e a renovação das promessas sacerdotais, com paramentos brancos. No fim do dia, celebra-se a Missa “In Coena Domini“.

Detenhamo-nos no segundo ofício de hoje. A sua liturgia reveste-se de um denso significado, tanto na forma nova, quanto na antiga. Contudo, as antigas rubricas determinam que o Bispo deve ser assistido por 12 sacerdotes, 7 diáconos e 7 subdiáconos, enquanto ele reza uma oração de exorcismo sobre cada um dos óleos e depois reza as orações de bênção propriamente dita. O do Óleo dos Enfermos é a mais simples, mas deve ser feita antes da doxologia da Oração Eucarística (Por Cristo, com Cristo e em Cristo). Depois da Comunhão, faz-se a solene bênção do Crisma, no qual é derramado um perfume, “lembrando o doce odor de Cristo”, e recebe o tríplice sopro do Bispo e dos sacerdotes, em clara referência à santificação do Espírito Santo; em seguida, é abençoado o Óleo dos Catecúmenos.

Na forma nova, ainda é permitida a sequência antiga, podendo, contudo, serem as bênçãos feitas após a Comunhão. É costume cada vaso ser velado por uma cor referente: Óleo dos Enfermos (cor roxa), Óleo dos Catecúmenos (cor verde) e Óleo do Crisma (cor branca).

Segundo liturgistas, o motivo de a bênção dos Santos Óleos ser feita hoje é devido à Missa de hoje ser a última antes da Páscoa, por isso, os óleos administrados nos Sacramentos e cerimônias devem todos serem renovados, como sugere na vida cristã a Solenidade das Solenidades. As primeiras notícias apontam a existência deste solene ofício já no século V.