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Sagrados os bispos de Jequié e de Araçuaí

Postado em 10 setembro 2012 by E. Marçal

Eleito Bispo de Jequié, sufragâneo do Arcebispado de Vitória da Conquista (Bahia), no dia 04 de julho último, Mons. José Ruy Gonçalves Lopes, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, foi sagrado no terceiro grau do sacramento da Ordem na última sexta-feira, dia 07, na Basílica soteropolitana Nossa Senhora da Imaculada Conceição da Praia.

Foi Bispo Sagrante S.E.R. Dom Magnus Henrique Lopes, bispo de Salgueiro (Pernambuco), sendo consagrantes Sua Eminência o Cardeal Geraldo Majella Agnelo, arcebispo emérito de São Salvador da Bahia, e S.E.R. Dom Manoel Delson Pedreira, bispo eleito de Campina Grande (Paraíba).

Entre os numerosos prelados presentes, estava o Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger.

Basílica da Conceição de Praia, Salvador – Bahia

A escolha da Basílica para ser oficiada a sagração episcopal – a primeira em seus quatro século – deve-se ao fato de ser ela a igreja titular da Padroeira da Bahia.

Escolheu como seu mote episcopal “De toto corde” – “De todo o coração”,  remontando ao mandamento “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração” pronunciado no livro do Deuteronômio, cujo sentido foi confirmado nos Evangelhos por Nosso Senhor, embora também com um novo sentido.

Com 45 anos, Dom José Gonçalves professou seus votos religiosos em 1988 e recebeu a ordenação presbiteral em 1993. Especializado em Teologia pela Faculdade Teológica Nossa Senhora da Assunção, foi professor de Teologia Moral na Arquidiocese de Feira de Santana. Sua posse canônica no governo pastoral da Diocese de Jequié será no dia 13 de outubro próximo, em sua Igreja Catedral Santo Antônio.

Veja imagens em vídeo aqui.

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No último sábado, dia 08, enquanto a Igreja rezava o ofício litúrgico da Natividade da Virgem Maria, o Bispo eleito de Araçuaí foi promovido à dignidade episcopal em serviço litúrgico oficiado em sua cidade natal Conceição do Mato Dentro (Minas Gerais), a mesma onde ele foi ordenado sacerdote há 18 anos.

Foi seu Bispo Sagrante S.E.R. Dom Emanuel Messias de Oliveira, bispo de Caratinga (Minas Gerais), sendo consagrantes S.E.R. Dom José Maria Pires, arcebispo emérito da Paraíba, e Dom Jeremias Antônio de Jesus, bispo de Guanhães (Minas Gerais).

Os sinos dobraram festivamente ao passo que a procissão inicial da Missa conduzia bispos, sacerdotes e demais ministros ao átrio do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, onde foram executadas as cerimônias litúrgicas da sagração episcopal. O administrador diocesano de Araçuaí, Pe. Fabrizzio Clemente Fonseca, e um dos presbíteros assistentes do Bispo eleito,  leu a bula pontifícia de nomeação.



Tendo escolhido como mote episcopal “Fazer o Amor ser amado”, Dom Marcello Romano tomará posse de seu ofício e de sua catedral no próximo dia 16 de setembro.

Rezemos pela fidelidade dos bispos recentemente sagrados, tal como prometeram, e, assim, pela esperada fecundidade de seu ministério episcopal como acontece a todos aqueles que são fiéis ao Pastor de nossas almas e ao Seu Vigário aqui na terra, chefe visível da Igreja.

Sagração episcopal de dois Auxiliares de Roma

Postado em 14 abril 2012 by E. Marçal

Com informações do boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé

Às 17h em Roma, 12h no Brasil, dois Bispos Auxiliares da Diocese de Roma foram sagrados pelo Cardeal-vigário de Sua Santidade para a mesma Cidade, Agostino Vallini, na Basílica Papal de San Giovanni in Laterano, e co-sagrantes Arcebispo (título ad personam) Filippo Iannone, Auxiliar de Roma e Sua Ex.cia Domenico Sigalini, Bispo de Palestrina.

Nomeados no mesmo dia 31 de janeiro passado, os dois monsenhores exerciam, até a eleição episcopal, cargos eclesiásticos na Diocese de Roma.

O Rev.do Mons. Matteo Maria Zuppi, de 56 anos, nascido em Roma, mas foi ordenado presbítero em 1981 para a diocese suburbicária de Palestrina. Sete anos depois, incardinou-se na diocese de Roma.

Desde jovem, é membro da Comunidade Santo Egídio, da qual era Assistente Eclesiástico Geral até a data da nomeação. Por meio dela e junto com o Fundador Andrea Riccardi, visitou Moçambique durante o conflito armado que já durava 16 anos. Além de mediar as conversações de paz que culminaram em 1992, muitas vezes organizou envios de alimentos e medicamentos para o povo que sofria com a guerra. E ainda interessou-se e acompanhou as primeiras eleições multipartidárias em 1994.

Em 2006, foi nomeado Capelão de Sua Santidade, o primeiro grau de monsenhorato.

Até o dia 31 de janeiro, era também pároco da Paróquia dos Santos Simão e Judas, num bairro da periferia de Roma.

Foi-lhe concedida, para o cargo de Auxiliar, a sede titular de Villanova, diocese extinta do norte da África.

O Rev.do Mons. Lorenzo Leuzzi, presbítero incardinado na diocese de Roma, tem 56 anos também, e até a nomeação episcopal era Reitor da Igreja de San Gregorio Nazianzeno, Capelão da Câmara dos Deputados do Parlamento Italiano e Diretor do Ofício Pastoral Universitário do Vicariato de Roma.

Iniciou seus estudos para o sacerdócio pela Arquidiocese de Trani-Barletta-Bisceglie, no Studio Teologico de Bari; mas, os concluiu no Pontificio Seminario Romano Maggiore.

É formado em Medicina e Cirurgia pela Universidade de Bari (1980). Também possui Licenciatura e Doutorado em Teologia Moral pela Pontificia Università Gregoriana (1985), e a Licenciatura em Direito Canônico pela Pontificia Università Lateranense (1983).

Foi ordenado presbítero em 1984 pelo Cardeal Ugo Poletti, então Vigário do Papa João Paulo para a Cidade de Roma, na Catedral de Trani, sendo incardinado na diocese de Roma.

Exerceu suas aptidões de Medicina sendo Assistente Eclesiástico na Università Cattolica del Sacro Cuore (1993), e neste mesmo ano foi nomeado Cônego honorário da Catedral de Trani. Em 1998, foi nomeado Capelão de Sua Santidade.

Já publicou muitos livros, entre os quais alguns com reflexões e comentários do Magistério do Santo Padre Bento XVI.

Sagração episcopal de dois Cardeais

Postado em 21 fevereiro 2012 by E. Marçal

À época do anúncio (06 janeiro 2012) do quarto consistório do pontificado de Bento XVI para a criação de novos cardeais, 3 dos 22 nomeados não possuíam a dignidade episcopal.

Cardeal Bartolucci, mitrado (não com a melhor mitra, é verdade).
Foi dispensado da sagração episcopal

Não obstante, o Beato João XXIII determinou na Carta Apostólica em forma de Motu proprio “Cum gravissima”,  de 15 de abril de 1965, que todos os Cardeais do Sacro Colégio fossem constituídos da dignidade episcopal. Contudo, é habitual que o Papa também nomeie presbíteros que se distinguiram por serviços prestados à Igreja e é previsto que estes eventualmente peçam ao Romano Pontífice dispensa da sagração episcopal, como aconteceu, por exemplo, a Domenico Bartolucci, 94 anos, maestro perpétuo do Coral da Capela Sistina, criado Cardeal no Consistório de 20 novembro 2010, mas dispensado da obrigatoriedade de ser sagrado bispo. Mas, aos Cardeais não-bispos o Papa Pio X, pelo Motu proprio Crux pectoralis”, permitiu àqueles o uso da cruz peitoral e ainda o direito de usar todas as insígnias episcopais, para  não haver distinção externa entre os cardeais.

Os agora Cardeais Prosper Grech e Julien Ries não pediram a dispensa papal e foram sagrados bispos antes de serem propriamente criados Cardeais no Consistório deste último sábado.

Com informações da Gaudium Press

O Cardeal Grech, nascido em Malta há 86 anos, professo da Ordem de Santo Agostinho, é o segundo cardeal maltês e o primeiro cardeal agostiniano em 111 anos. Foi colaborador por 20 anos da Congregação para a Doutrina da Fé, quando era seu Prefeito o atual Papa Bento XVI, que também lhe pediu conselhos sobre o livro “Jesus de Nazaré”, em vista de ser o Cardeal Grech um dos mais ilustres estudiosos da Sagrada Escritura. Em declaração sobre a sua escolha, o biblista e teólogo maltês viu nela um sinal de gratidão por todo o seu serviço prestado à Santa Sé e que, com ela e o que resta de suas forças,, ainda poderá prestar um pouco de serviço para a Igreja. Ele não solicitou dispensa papal da sagração porque não encontrou “nenhuma razão para renunciar”, até mesmo motivos de saúde – como ele mesmo declarou.

Brasão arquiepiscopal do Cardeal Grech,
desprovido de pálio devido à sua sede ser apenas titular

Pelo número e cor das borlas, é presumível que este brasão seja anterior
à sua criação cardinalícia,visto que o de um Cardeal
tem em seu brasão
 30 borlas e em vermelho.

Recebeu a plenitude do sacerdócio no último dia 08 de fevereiro como Arcebispo titular de San Leone, tendo como sagrante principal Sua Ex.cia Mons. Paul Cremona, O.P., Arcebispo de Malta, e como bispos consagrantes o Cardeal Giuseppe Versaldi, Presidente da Prefeitura para os Assuntos Econômicos da Santa Sé (também um dos Cardeais deste último Consistório), e Sua Ex.cia Mons. Mario Grech, Bispo de Gozo (Malta). A cerimônia foi oficiada na Concatedral de Valleta, em Malta.

Sua Em.cia Cardeal Ries. “Caritas Christi urget nos”

O Cardeal Ries, nascido na Bélgica, 91 anos, é do clero da diocese de Namen e o maior antropólogo religioso de nossos tempos. Foi laureado em 2010 pela Universidade Católica de Milão com o título honoris causa. Sua criação cardinalícia deve-se aos seus trabalhos científicos e culturais.

Mais fotos da sagração episcopal

No último dia 11 de fevereiro, recebeu a sagração episcopal como Arcebispo titular de Bellicastrum, tendo como sagrante principal Sua Ex.cia Mons. Giacinto Berloco, Núncio Apostólico na Bélgica, assistido pelos consagrantes Suas Ex.cias Mons. Rémy Vancottem, Bispo de Namen (Bélgica), e Mons. Guy Harpigny, Bispo de Tournai (Bélgica). A cerimônia foi oficiada na igreja de Notre-Dame, na cidade de Villers-Saint-Armand, oeste da França. Escolheu como lema episcopal a sentença “Caritas Christi urget nos” (O amor de Cristo nos impele), da Segunda Carta aos Coríntios.  A idade avançada não lhe permitiu muito esforço durante a Missa, como assim aconteceu nas duas cerimônias litúrgicas do Consistório no Vaticano.

Sua Em.cia Cardeal Becker.
“Tu es sacerdos (in secundo gradu Ordinis) in aeternum”

Enquanto isso, o Cardeal Becker não recebeu o terceiro grau do sacramento da Ordem. Bom, para quem cuja presença no Consistório era um mistério, receber ou não a sagração episcopal em virtude do custado barrete vermelho é quase um detalhe.