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“A Crisma no rito antigo é uma idiotice!”

Postado em 28 maio 2011 by E. Marçal


Da agência Kath.net, com tradução de Moisés Sbardelotto do IHU


Em.mo Cardeal Karl Lehmann
Bispo de Mainz
do título presbiteral de S. Leone I

Os dizeres acima são do Cardeal de Mainz, Alemanha, ex-presidente da Conferência Episcopal Alemã.

No nº 12 da Instrução Universae Ecclesiae, o Santo Padre pede aos bispos que governam dioceses que garantam o bem comum em matéria litúrgica. Em meu reduzido e inexperiente conhecimento como seminarista, acredito que o ardor pastoral hoje tão em alta (e o problema não está nisso, mas sim quando o distorcem) compreende a preocupação em todos os aspectos pelo rebanho que lhe é confiado; ou, para aqueles que, diferentemente de mim, acreditam que o termo “rebanho” é ultrapassado: compreende a preocupação em todos os aspectos pelas pessoas que lhes são confiadas. Portanto, se um fiel pede algo de caráter religioso que em nada contradiga a Igreja e que sirva a ele como alimento e crescimento da fé, não vejo motivo para dizer-lhe não. Só que entre o desejo do fiel e a realização de seu pedido encontra-se as convicções do pastor que lhe ouve. Eis o problema. E vemos agora fiéis de fé sincera e consolidado amor à Igreja estigmatizados e padecentes por apenas verem na tradição litúrgica antiga a alegria de sua vida espiritual.

O Cardeal Karl Lehmann disse aquela infeliz frase quando lhe foi perguntado se a cerimônia antiga da Crisma seria feita em sua milenar diocese, como prevê o nº 29 da Universae Ecclesiae. Mesmo tendo o Summorum Pontificum dado carta branca aos sacerdotes para a celebração do rito antigo e a Instrução, expandido ainda mais essa faculdade, o ministro ordinário da celebração da Crisma é o Bispo (cânon 882 do Direito Canônico). O Cardeal Lehmann não quis refutar a faculdade universal e ordinária concedida pelo Papa Bento, ciente de que em sua diocese “há cinco ou seis lugares para celebrar no ‘rito’ extraordinário” e, portanto, é de se deduzir que os fiéis se contentem com esses “lugares”, mesmo que dependa do Purpurado a administração do sacramento da Crisma e, por conseguinte, ordinariamente, ele a presida. Todavia, quanto a isso: “Eu não vou fazer isso. Vocês terão que se dirigir a um outro endereço”.

Vossa Eminência não seria diminuído pronunciando no altar do Senhor as seculares fórmulas do rito antigo. Este gesto, além de demonstrar profundo e incondicional amor à Igreja e convicção de que ela é mais sábia do que Vossa Eminência, iria ser prova de que está disposto a atender os mais puros desejos de seus diocesanos.

Rezemos pelo Eminentíssimo Cardeal.

Abaixo, algumas fotos da cerimônia de Crisma, no dia 22 maio 2011, de alguns católicos assistidos pelos sacerdotes da Fraternidade Sacerdotal São Pedro, todos em plena comunhão com a Igreja. A missa, presidida por um presbítero da São Pedro com a assistência de S.E.R. Mons. Pierre Farine, Bispo Auxiliar e Administrador Apostólico da Diocese de Genebra-Lausanne-Friburgo, que conferiu o sacramento da Crisma.




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Fim do caso Arautos-Sucumbíos

Postado em 27 maio 2011 by E. Marçal

Primeiro é confiada a eles uma alta missão, talvez a maior em sua década de aprovação pontifícia. Tal decisão veio do Palácio da Evangelização dos Povos, no Vaticano. Continuaram a reforma da catedral e passaram a administrar os sacramentos como nunca aquele povo havia visto. Mas, agora, pela linha doutrino-teológica assumida por eles, a missão chega ao fim.

Após tantas discussões e polêmicas, chegou-se ao fim a permanência dos Arautos do Evangelho no Vicariato de San Miguel de Sucumbíos, Equador. A decisão foi tomada pela Conferência Episcopal Equatoriana em vista dos problemas ocasionados por uma parte da população que reclamava do rumo que tomou a evangelização no Vicariato, antes sob os carmelitas descalços por 40 anos.

Para quem se pergunta o porquê da nomeação de um carisma tão diferente dos religiosos carmelitas, isso só pode ser respondido pelo hoje Prefeito emérito da Congregação para a Evangelização dos Povos, o Em.mo Cardeal Ivan Dias. Ele não designou por acaso os Arautos para o Vicariato, exigindo até que o Ex.mo Vigário Apostólico fixasse residência em território fora de Sucumbíos. Contudo, pelo visto o Vaticano mais uma vez acredita que fará maior bem usando de diplomacia para acalmar os ânimos, e nomeará sacerdotes diocesanos para o governo do agora vicariato vacante.

Dizem que, apesar disso, muitos católicos do lugar ainda protestaram contra a saída de seus até então evangelizadores.

Rezemos.

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Bento XVI ganha uma tiara papal

Postado em 26 maio 2011 by E. Marçal




O empresário Dieter Philippi apresenta o seu presente

Ontem, durante os tradicionais cumprimentos ao Santo Padre ao fim da audiência-geral, uma feliz surpresa abateu-se sobre aqueles que dão o devido valor à tradição papal e não a relativizam segundo conceitos socio-teológicos: um empresário alemão encomendou a artesãos ortodoxos búlgaros uma tiara papal, provavelmente segundo as medidas de Bento XVI. O mesmo aconteceu a João Paulo II, que também foi presenteado com uma, mas nunca a usou, a não ser em seu brasão desde o início do pontificado.

O ousado presente

Ao fim da missa da coroação papal, hoje dada lugar à simples entronização do Pontífice, o papa recebe sentado do Cardeal Protodiácono a tiara papal, que diz o seguinte, onde é explicado o significado da tríplice coroa:

Coroação papal de Pio XII
em 12 março 1939

Recebei a tiara, ornada de três coroas,
e sabei que sois Pai de Príncipes e Reis,
pastor de toda a terra e Vigário do Salvador,
nosso Senhor Jesus Cristo,
a quem é dada toda honra por todos os séculos dos séculos.
Amém.


Observem o semblante de Bento XVI

É notória a atenção com que Bento XVI trata o triregnum, basta ver que ele a inseriu novamente em seu brasão pessoal. Mais importante do que um dia o Papa resolver voltar a usar a tiara, é o fato de que o triregnum presenteado foi feito por ortodoxos, como que reconhecendo o primado petrino que o Cisma do Oriente rejeitou. Todavia, Bento XVI já dispõe de uma coroa que lhe é própria, caso algum dia queira usá-la – e isso será maior do que qualquer argumento dito teológico que diria que o Papa não deve mais usar coroa alguma, pois ainda a monarquia subsiste no Vaticano. Mesmo sabendo que Bento XVI é um homem que usa muita diplomacia – mas nada que contrarie o bom governo da Igreja, e sem renunciar à sua função – e acreditando que talvez a volta do uso da tiara aconteça tão cedo (basta ver o que alguns ameaçam fazer se ele rezar publicamente a missa antiga), rezemos para que aconteça na Igreja aquilo que o Senhor desejar, mesmo que aparentemente a alguns não pareça tão importante, e que dispersem-se os inimigos de Sua grei.