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Basílica Nossa Senhora do Rosário, dos Arautos

Postado em 29 maio 2012 by E. Marçal

Com informações da página dos Arautos do Evangelho e fotos da agência Gaudium Press

No dia 24 de maio, quinta-feira, memória da Virgem Maria Auxílio dos Cristãos, é declarado o título de basílica menor da Igreja Nossa Senhora do Rosário, dos Arautos do Evangelho, localizada na cidade de Caieiras (SP).


Imagem recente do aspecto frontal da igreja

É vista a atual fase dos trabalhos de acabamento externo da igreja

A mencionada igreja situa-se na Casa Thabor, casa generalícia da sociedade Clerical de Direito Pontífico Virgo Flos Carmeli. O complexo compreende a igreja, o Instituto teológico São Tomás de Aquino e o Instituto Filosófico Aristotélico Tomista. Estão dentro da circunscrição da diocese de Bragança Paulista, na Paróquia Nossa Senhora das Graças, paróquia sob a responsabilidade dos Arautos do Evangelho. O seu projeto foi orientado por Mons. João Scognamiglio Clá Dias e desenhado pelo arquiteto espanhol Baltazar González Fernández, já falecido. Foi construída em estilo gótico; Por sua estrutura e sua decoração, lembra propositalmente a Saint-Chapelle em Pais, capela do palácio real, construída por São Luis IX, Rei de França para guardar as relíquias da coroa de Epinhos e os cravos da paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Também a ornamentam pinturas de santos e dos mistérios de nossa fé; assim como, se sobressaem por sua quantidade as inúmeras flores-de-lis douradas afixadas nas paredes, e com estrelas gravadas no teto disposto em ogivas.

Com 1.125 m² de área construída, altura interna de 24 metros e com capacidade para 1.100 pessoas sentadas, a igreja foi solenemente dedicada em 24 de fevereiro de 2008 por Sua Em.cia o Cardeal Franc Rodé, então Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, quando recebeu em seu altar-mor relíquias de 360 santos venerados de acordo com o calendário romano. À época, o acabamento interno já permitia perfeitamente a execução de cerimônias litúrgicas; contudo, a sua fachada ainda não estava construída. Hoje as suas torres que alcançam uma altura de 60 metros e guardam um carrilhao de sete sinos é um presente que os Arautos do Evangelho oferecerem à população de da diocese de Bragança Paulista. A fachada, ainda em acabamento, receberá em breve pintura, apliques e algumas imagens de santos e anjos para  ornamentação; querendo que nos recordar aquela passagem da Escritura “Eis a Igreja de uma beleza perfeita, alegria do mundo inteiro”.

Ogivas do teto

Sacrário da capela da adoração perpétua ao Santíssimo Sacramento,
em metal e pedras, confeccionado pelo setor artístico dos Arautos do Evangelho

Altar da capela do Santíssimo Sacramento que, como todos os demais das capelas laterais,
é disposto para celebração
versus Deo segundo a forma ordinária do rito romano.

O sacrário do altar-mor é modelo para aqueles usados nos altares laterais e nas capelas das Casas espalhadas pelo mundo.

Por que o título de Basílica menor?

São conhecidos os motivos pelos quais uma igreja, com grande privilégio, é condecorada com o título de Basílica menor: historicidade, centro de peregrinações ou algo fato miraculoso. Mas, o motivo que não foi listado e também é requisitado e que fez com que fosse aprovada a concessão do título à igreja é a sua singular beleza artística, possivelmente a única no Brasil.


Ala lateral da igreja

O mais importante são os favores espirituais que lucrarão aqueles que executarem as disposições estabelecidas para as indulgências aplicadas às basílicas menores, sabendo que o título da igreja será agregado à Basílica Papal de Santa Maria Maggiore (à qual já era afiliada, mas em dignidade muito menor à de agora) e, portanto, visitando a Igreja Nossa Senhora do Rosário, os fiéis lucrarão benefícios espirituais tal como estivesse na Basílica Liberiana.

Como reza a tradição, serão concedidas à igreja as insígnias próprias de sua mais nova dignidade: o tintinnabulum e o conopoeum ou umbracullum.

A missa é presidida por Sua Ex.cia Dom Sérgio Aparecido Colombo, bispo diocesano de Bragança Paulista.

Mais fotos quando de sua construção, também como mais recentes:

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A Missa foi iniciada às 17h do dito dia 24 de maio. O bispo de Bragança Paulista, os concelebrantes e os diáconos trajavam paramentos dourados: ainda era Páscoa e a ocasião exigia uma cor ainda mais festiva do que o branco. Em uma das paredes, o brasão papal, o do bispo diocesano e as chaves pontifícias, estavam oportunamente velados por um tecido.

No Breve Apostólico assinado pelo Cardeal Bertone e entregue por S.E.R. Dom Sérgio Aparecido Colombo a Mons. João Clá Dias, estão definidos a origem do pedido de elevação à dignidade de basílica menor e as razões de sua aprovação. Não obstante, a assinatura do Cardeal-Secretário de Estado torna próprio do Sumo Pontífice qualquer ato aprovado; é o seu vigário. É também a Secretaria de Estado que expede as titulações dadas a presbíteros honrados com os graus da dignidade do monsenhorato. Eis os termos do Breve:

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Bento, Bispo,
Servo dos Servos de Deus
ad perpetuam rei memoriam
[grifo nosso: literalmente, para que a coisa se perpetue]

Entre os templos sagrados da Diocese de Bragança Paulista no Brasil, destaca-se, merecidamente, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, erigida na cidade de Caieiras, à qual os fiéis da região costumam dirigir-se a fim de implorar o poderoso auxílio daquela que é a Cheia de Graça, para que conduza a existência deles segundo os preceitos do Evangelho. Por esta razão, uma vez que o Venerável Irmão Sérgio Aparecido Colombo, Bispo da referida Sede, com carta do dia 1 de Março deste ano, em nome do clero e também do povo, pediu que honrássemos este templo com o título e dignidade de Basílica Menor, Nós, desejando dar provas de especial benevolência, com sumo agrado pelas fervorosas preces, julgamos que deva ser concedido. Atendidos totalmente os requisitos que a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, com as faculdades por Nós concedidas, estabeleceu nesta matéria, com o sumo poder Apostólico, em virtude desta carta e perpetuamente, elevamos a Igreja mencionada ao grau e dignidade de Basílica Menor, conferidos todos os direitos e concessões litúrgicas, que devidamente competem aos edifícios sagrados honrados com este título, observado o que determina o Decreto “De titulo Basilicae Minoris“, promulgado no dia 9 de Novembro de 1989.

Estamos certos de que a honra concedida incitará o coração dos fiéis a venerar cada vez mais a Santíssima Mãe de Deus e da Igreja.

Desejamos que esta carta produza efeito a partir de agora e para a posteridade, sendo revogadas quaisquer disposições em contrário.

Dado em Roma, junto a São Pedro, sob o anel do Pescador, no dia 21 de Abril do ano de 2012, oitavo do Nosso Pontificado.

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Ao fim da missa, os ministros e o povo saíam e se posicionavam foram da igreja, onde os símbolos da nova basílica eram desvelados – sobre cada uma das colunas laterais da inconclusa fachada, os brasões; do lado externo da igreja e sobre a Porta Santa, as Chaves, em dimensões consideráveis. Todas as Basílicas, maiores e menores, configuram-se também com a classificação de “Santa” de uma de suas portas, que é solenemente aberta na proclamação dos Anos Santos e Jubilares, extraordinários ou não, e por onde os fiéis que fazem peregrinação devem ingressar para cumprirem os costumes indulgenciados desses tempos de graça e perdão.

Na mais nova Basílica ocorre perpetuamente a adoração solene e perpétua ao Santíssimo Sacramento. Aos domingos, às 9h, acontece a recitação do Ofício de Leituras, das Laudes e da Hora Média (cerimônias da Liturgia das Horas), em gregoriano; às 11h é cantada Missa solene. Às 17h, é cantada outra Missa solene com a recitação das II Vésperas, com canto gregoriano novamente.

A pia batismal foi construída há pouco. A igreja também faz uso da balaustrada, a grade de comunhão, como pode ser visto no vídeo  com cenas da cerimônia de ereção do título de basílica. Ainda serão finalizados a umbrela e o tintinabullum, insígnias próprias.

Soma-se às três basílicas da Grande São Paulo: Nossa Senhora da Penha, do clero secular; Nossa Senhora do Carmo, dos frades carmelitas calçados; e Nossa Senhora da Assunção, dos monges beneditinos. Ademais, une-se também às mais de 1.559 contadas até 30 junho 2009, ou seja, um número muito desatualizado, mas que permite uma noção de como o mundo está pontilhado de igrejas que se sobressaem ou por sua beleza artística ou por sua antiguidade ou por feitos extraordinários dos quais foram cenário.

Por fim, a beleza da igreja e a admiração de todos quantos a conhecem demonstram que ainda sim a arquitetura eclesiástica gótica fala aos nossos tempos e solidifica aquelas sensações transmitidas pela Liturgia fielmente celebrada que nos remetem a Deus e, pelos instantes que acontecem, são capazes de sossegar aquela busca empreendida por toda a vida pelo coração humano.

35 anos de episcopado de Bento XVI

Postado em 28 maio 2012 by E. Marçal

35 anos de episcopado de Bento XVI
De membro à cabeça do episcopado

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=nDlAxhojZ9I]
Imagens da sagração episcopal a partir dos 04:21

Eu ainda não receava nada quando o núncio Del Mestri, sob algum pretesto, me visitou em Ratisbona, conversou comigo sobre assuntos insignificantes e, finalmente, entregou-me uma carta que eu devia ler e ponderar em casa. Continha a minha nomeação para arcebispo de Munique e Frisinga. Isso tornou-se, para mim, imensamente difícil. Era-me permitido consultar o meu confessor. Abri-me, pois, com o professor Auer, que tinha um conhecimento muito realista de meus limites tanto teológicos como humanos. Eu esperava que ele me desaconselhasse. Para minha grande surpresa, porém, ele disse sem refletir muito: ‘Você deve aceitar’. Então, depois de manifestar ao Núncio, mais uma vez, os meus receios, escrevi hesitante ainda à vista dele, no papel de cartas do hotel onde estava hospedado, a declaração do meu consentimento“.

Arcebispo Guido Del Mestri,
Núncio Apostólico na Alemanha 1975-1984.
Visita com pronta nomeação.

Cardeal Julius Döpfner
Morte precoce e súbita. Acenos para o seu sucessor teólogo

 

Estas são palavras próprias de Bento XVI em sua autobiografia parcial “Lembranças da minha vida”, que compreende o período entre os anos 1927-1977. De fato, apesar de que desde a súbita morte do Cardeal Döpfner, aos incríveis 62 anos, em 24 julho 1976, o então padre Ratzinger ouvir considerações sobre ser nomeado para a sucessão episcopal em sua própria arquidiocese, ele estava absorto demais lecionando, depois de em outras muitas instituições, na Universidade de Regensburg (Ratisbona), onde desde 1969 era titular da cátedra de Dogmática e História do Dogma e onde também exerceu o cargo de vice-reitor. E o ambiente universitário o encantava; não que o exercício do ministério sacerdotal fosse menos importante que o ensino, mas parece que queria que toda a sua vida seguisse daquele modo, com conciliação que era feita entre as cátedras de teologia e as capelanias onde ele exercia o sacerdócio.

Cardeal Bengsch, então Arcebispo de Berlim,
impõe suas mãos durante a cerimônia de sagração

Primeiro discurso como Arcebispo sagrado de Munique e Frisinga
28 maio 1977

Mas, aceitou a nomeação episcopal que Paulo VI lhe fizera. Em tempos tão inconstantes como aqueles, era preciso que grandes teólogos, e sérios, governassem grandes arquidioceses para conduzir o pensamento teológico, a ortodoxia e a ortopráxis, desejado pelo Vaticano II. Depois de oitenta anos, pela primeira vez a Arquidiocese de München e Freising tinha um arcebispo eleito dentre os sacerdotes de seu próprio clero. Como o mote de seu brasão episcopal, escolheu “Cooperatores veritatis” – “Cooperadores na verdade” significando, como ele próprio explicou, a ligação entre a tarefa anterior e sua nova missão e seguir a verdade, quase totalmente omitida no mundo atual, e estar ao seu serviço.

Bispos Stangl, Graber e Tewes
Principais sagrantes 

Convidou o então Bispo de Würzburg Josef Stangl para ser o sagrante principal. Rudolf Graber e Ernst Tewes, respectivamente então Bispos de Regensburg e Auxilar de Munique e Frisinga, foram os co-sagrantes. A cerimônia de sua sagração episcopal aconteceu na Catedral, Frauenkirche de Munique, durante o ofício da missa da vigília de Pentecostes, em 28 maio 1977.

Como arcebispo, durante procissão eucarística.

Criação cardinalícia de Joseph Ratzinger, junto com apenas outros 3 bispos
27 junho 1977 

Um mês depois foi criado cardeal-presbítero pelo Papa Paulo VI, com o título de Santa Maria Consolatrice al Tiburtino.

Despedida como Arcebispo de Munique e Frisinga
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=8SNsKUzWA5Y&feature=share]

Passou pouco tempo como Arcebispo de Munique e Frisinga. Em 1982, o Papa João Paulo o nomeou Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, de onde só saiu para presidir o episcopado cuja sagração hoje comemora 35 anos.

Sobre o confessionário – Parte I

Postado em 24 maio 2012 by E. Marçal

Em tempos em que muitas igrejas e muitos sacerdotes esquecem o confessionário como lugar da administração do sacramento da Penitência, e escolhem salas com ar condicionado, com duas cadeiras postas uma frente à outra, e [quando muito!] um crucifixo para assistir ao ato; ou, quando nem isso, o Sacramento é administrado em qualquer parte da igreja, interna ou externa – usando como motivo para isto a desde sempre infundada e hoje empoeirada desculpa de que o Sacramento, com a “renovação” da Igreja nas últimas décadas, não pode mais se prender a um objeto “frio” e ultrapassado, com grades, e que não expressa o sentido de reconciliação para o qual os termos “penitência” e “confissão” deram seu lugar. Mas, há situações extraordinárias, como a indisponibilidade de confessionário, que realmente não permitem o seu uso.

Mas, engana-se quem pensa assim. Todos os sacramentos têm o local próprio para a sua administração. É tanto, que o Papa Bento XVI exortou sobre o retorno ao confessionário quando discursou à Penintenciária Apostólica em 11 março de 2010: “Retornar para o confessionário, como lugar no qual celebrar o Sacramento da Reconciliação, mas também como lugar em que ‘habitar’ com mais frequência, para que o fiel possa encontrar misericórdia, conselho e conforto, sentir-se amado e compreendido por Deus e experimentar a presença da Misericórdia Divina, ao lado da Presença real na Eucaristia”. E ainda, definiu que a confissão sacramental, no confessionário!, é o caminho para a nova evangelização, que nasce da santidade dos filhos da Igreja (Discurso aos participantes do Curso de Foro Interno, da Penitenciária Apostólica, 09 março 2012).

Portanto, conheçamos mais a origem e a evolução do uso do confessionário. Veremos que ele é mais recente do que o Sacramento como o conhecemos hoje, apesar de que “teólogos” brasileiros, que nos envergonham, falarem que a confissão sacramental não existe, e deve ser aplicada, literalmente, o mandato “confessai-vos uns aos outros”, e isso, para eles, seria válido!

* * *

O confessionário
Parte I

Da publicação da confissão sacramental
aos primeiros indícios de um local específico para ouvi-la

O confessionário data, segundo vários autores, do século XVI. Primitivamente, a confissão era pública, pelo menos nalgumas igrejas; por isso era desnecessário o confessionário. Contudo, depressa foi abolido este costume e já nos séculos II e III a confissão dos pecados recomendada pelos Sumos Pontífices, pelos bispos e sacerdotes, era a confissão secreta como podemos observar neste Decreto atribuído a Santo Evaristo: “Ut Presbyteri de occultis peccatis, jussione episcopi, poenitentes reconcilient, et sicut supra descripsimus, infirmantes absolvant et communicent”.

Um grave escândalo motivado pela confissão pública de uma nobre senhora de Constantinopla foi a causa de que, desde o ano 396, se generalizasse a prática da confissão secreta, recomendada depois explicitamente pelo Papa São Leão Magno, no século V.

Mas, mesmo para a confissão secreta, não foi requerido durante muitos séculos o confessionário ou coisa semelhante. Teodulfo, bispo de Orleans [n.e. na França], no século VIII, observa que no sacramento da Penitência, o sacerdote e o penitente se conservavam de joelhos diante de Deus.

Segundo o Ordo romanus X e o livro “De divinis Officiis”, atribuído ao grande Alcuíno, o penitente aproximava-se do ministro e, inclinando-se profundamente, recebia a sua bênção; depois sentava-se ao lado deste e confessava as suas faltas e escutava as admoestações do sacerdote.

Nos estatutos sinodais de Liége do ano de 1288, lemos o seguinte: “… Para ouvir as confissões, os sacerdotes escolherão na igreja um lugar público, bem patente… Ordenamos que o sacerdote conserve nas confissões um exterior reservado e os olhos modestamente baixos e não esteja frente a frente com o penitente, sobretudo se este é de diferente sexo. As mulheres confessam-se com o pescoço e a cabeça cobertos.

Todas estas prescrições, e principalmente a última, indicam suficientemente que nos catorze ou quinze primeiros séculos do Cristianismo, foi desconhecido o confessionário.

Papa João Paulo II ouve a confissão de um penitente.
Detalhe para a ponta da estola deixada para fora do confessionário
permitindo que o penitente, depois de absolvido, oscule-a indulgente, segundo o costume

No século XVI, São Carlos Borromeu proibiu a confissão de mulheres fora do confessionário, no qual existiria uma peça de madeira de separação entre o ministro e o penitente: “Extra sedem confessionalem et nisi médio inter cum et mulierem intercepto”. De onde se entende que até então o confessionário seria simplesmente uma cadeira como as descobertas nas catacumbas que, pela sua forma e posição nas capelas, mostram que serviram de confessionários.

Dom José Kreps, monge beneditino da Abadia de Louvain, em um artigo sobre a Penitência na antiga Liturgia de Liége, escreveu: “O confessionário como existe hoje ainda não era usado no ano de 1592. O Ritual de 1701 é o primeiro que o prescreve: ‘habeat in ecclesia sedem confessionalem, apto conspicuoque loco positam et crate perforata instructam’”. O de 1744 prova que o confessionário não era ainda nesta data de uso geral porque manda que as confissões das mulheres não sejam ouvidas “nonnisi a latere et per cratex interpositam”.

Continua…