'

Altar onde será venerado João Paulo II

Postado em 26 janeiro 2011 by E. Marçal

Com informações de Carlos Donato, diretamente de Roma.

Fotos do altar na Basílica Vaticana

 

Com a proximidade da cerimônia de beatificação de João Paulo II, estima-se que 2 milhões de pessoas façam-se presentes. A Casa Pontifícia crê que a Praça de São Pedro não será capaz de conter todos os fiéis que virão à Santa Missa, pois, se no funeral os fiéis estavam atrás do Castel Santangelo, ou seja, fora dos confins vaticanos, imagina-se que para a beatificação a assembleia seja muito maior. O Ofício das Celebrações Pontifícias do Sumo Pontífice diz impossível a cerimônia no território da Cidade do Vaticano, e cogita em dois locais na cidade de Roma: o Estádio Olímpico ou na Universidade Tor Vergata, contudo, são assuntos a serem decididos em breve. Também pensa-se em oficiar uma vigília com o Papa Bento XVI. No fim-de-semana da beatificação, as passagens para voos com destino Roma já encontram-se esgotadas.

Altar da Transfiguração do Senhor
onde estará o corpo do Beato Inocêncio XI

Na Basílica Vaticana de São Pedro, começam a preparar-se aos acontecimentos próximos com o traslado da urna contendo o corpo do Beato Inocêncio XI para o altar da Transfiguração, pois em seu lugar na capela de São Sebastião será colocado o ataúde contendo os restos mortais do futuro beato. Ele não será aberto, dado o curto tempo transcorrido entre a morte e a beatificação. A visita ao túmulo nas Grutas Vaticanas redobrou depois da notícia do reconhecimento do milagre, como também o número de bilhetes e mensagens deixadas diante do mármore branco que encerra o túmulo de João Paulo II.

Altar de São Sebastião
onde será venerado o futuro Beato


Com tanta agitação, dedicação e afluência de povo ao túmulo do futuro beato, cogita-se que o chamarão João Paulo Magno, por seus feitos eclesiásticos: canonizações, beatificações, anos santos jubilares, encíclicas, exortações apostólicas, motu proprio e tantos atos ordinários e extraordinários no seu magistério petrino. Rezemos também nós a ele, sob cujo pontificado somos nascidos e vivemos a experiência eclesial de sermos filhos da Igreja de Cristo, onde em todos os tempos resplandece a santidade de seus membros, fruto da santidade de Cristo com a qual a Igreja é chamada a iluminar o mundo.

Categorias | Sem categoria

Três cardeais tomam posse de suas igrejas em Roma

Postado em 24 janeiro 2011 by E. Marçal


Fotos do
Catholic Press Photo

Conforme indicado pelo Ofício das Celebrações Litúrgicas do Santo Padre, nesses últimos dias mais alguns cardeais criados no último Consistório Ordinário Público tomaram posse de suas respectivas igrejas na Cidade Eterna.

No sábado, dia 22 janeiro, tomou posse da igreja de Santa Maria Odigitria dei Siciliani o Em.mo Sr. Cardeal Paolo Romeo, Arcebispo de Palermo (Itália). O título presbiteral foi instituído pelo Papa Paulo VI em 12 fevereiro 1973 com a Constituição Apostólica Romana templa.


O cardeal Romeo oscula o crucifixo no ingresso à igreja


Cardeal e bispos concelebrantes


Doxologia da Oração Eucarística

Bênção final

Igreja Santa Maria Odigitria dei Siciliani

No mesmo dia, tomou posse da igreja Santa Maria “Regina Pacis” in Ostia Mare o Em.mo Sr. Cardeal Laurent Monsengwo Pasinya, Arcebispo de Kinshasa (Congo). O título presbiteral foi instituído pelo Papa Paulo VI em 05 março 1973.

Paramentos preparados antes da Missa



Incensação das oblatas

Igreja Santa Maria “Regina Pacis” in Ostia Mare


No domingo, dia 23 janeiro, tomou posse da igreja de San Giorgio in Velabro o Em.mo Sr. Cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho da Cultura, Presidente da Pontifícia Comissão para o Patrimônio Cultural da Igreja e Presidente da Pontifícia Comissão de Arqueologia Sacra. O título diaconal foi ereto pelo Papa Gregório I provavelmente em 590 e o Papa Zacarias o dedicou a São Jorge.

Oração antes da Missa

Imposição da mitra

Ingresso na igreja

Veneração do altar

Igreja de San Giorgio in Velabro

Paulo VI, celibato sacerdotal e bispos brasileiros

Postado em 24 janeiro 2011 by E. Marçal

Do Instituto Humanitas Unisinos

O Papa do Vaticano II vetou pedido de bispos brasileiros

Foi divulgado pelos Arquivos Secretos do Vaticano que, na última sessão do Concílio Vaticano II, em 1965, bispos brasileiros apresentaram propostas sobre o celibato sacerdotal e o controle de natalidade. Contudo, os textos não foram transcritos nas atas da reunião, como normalmente acontecia, porque o papa Paulo VI proibiu a discussão dos temas. A apresentação da cópia dos textos configura-se uma surpresa, pois, conforme um livro do teólogo e historiador padre José Oscar Beozzo, os documentos estavam perdidos.

Dom Francisco Austregésilo de Mesquita
Bispo emérito de Afogados da Ingazeira (Pernambuco)
Falecido em 2007


As intervenções depositadas no Secretariado do Concílio partiram de Dom Pedro Paulo Koop, então bispo de Lins (São Paulo), e de Dom Francisco Austregésilo de Mesquita, então bispo de Afogados da Ingazeira (Pernambuco), sugerindo a ordenação sacerdotal ministrada a homens casados para suprir os baixos índices do clero brasileiro.

O texto do bispo de Lins que pedia a ordenação de homens casados vazou para a imprensa ao ser publicado pelo jornal francês Le Monde, em 12 outubro 1965. Talvez, isso aconteceu pelo fato de ele ter entregue cópias em latim da proposta a outros participantes da reunião. Em pouco tempo, viu seu texto publicado em francês. No Colégio Pio Brasileiro, onde parte dos bispos ficou hospedado, Dom Pedro Paulo foi acusado, em reunião da Conferência Episcopal do Brasil, de envergonhar o episcopado brasileiro.

Paulo VI é aclamado na sedia gestatoria


O bispo de Afogados da Ingazeira, que ecoou o pedido da ordenação de homens casados e saiu em defesa de Dom Pedro Paulo, confessou mais tarde, em entrevista a padre Beozzo, ter ficado profundamente envergonhado com o veto de Paulo VI. “Até hoje, não consigo engolir que o papa impediu-me de tratar três assuntos: celibato, paternidade responsável (pílula) e divórcio”, declarou o bispo.

Padres conciliares no Vaticano II

Paulo VI interveio ao saber que alguns padres conciliares (bispos participantes do Concílio) tinham a intenção de tratar o celibato eclesiástico. Dando sua opinião pessoal, logo interpretada como uma ordem, o papa advertiu que não seria oportuno debater publicamente o tema. Portanto, os bispos foram convidados a entregar suas intervenções por escrito.

 

Cardeal Aloísio Lorscheider
Arcebispo emérito de Aparecida (São Paulo)
Falecido em 2008


Certo. O assunto foi encerrado no Concílio. Mas, isso não impediu que no Sínodo dos Bispos de 1971, o então secretário da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Dom Aloísio Lorscheider levantasse novamente a questão, depois de a assembleia-geral do episcopado brasileiro em 1969 ter aprovado, por dois terços dos votos, que o pedido de ordenação de homens casados fosse encaminhado à Santa Sé. A Secretaria de Estado solicitou à delegação brasileira no Sínodo que não tocasse no tema, porque o papa ficaria triste. Lorscheider levou a questão adiante, mas Roma não cedeu.

Cardeal Cañizares oficia ordenação sacerdotal
na forma extraordinária do Rito Romano

Mais uma vez, no Sínodo de 1990, Dom Valfredo Tepe, bispo de Ilhéus (Bahia), voltou a falar em nome da conferência episcopal do Brasil, solicitando a ordenação de homens casados. Entre outros argumentos, Tepe lembrou que no Brasil havia paróquia de 50 mil até 100 mil habitantes, o que exigia de muitos dos padres celebrar cinco ou mais missas aos domingos. “Trabalham sob estresse e se sentem frustrados porque não conseguem, de forma adequada, assistir pastoralmente as próprias comunidades”, afirmou o bispo. Dom Aloísio Lorscheider, que havia sido criado cardeal em 1976, reforçou a proposta ao defendê-la novamente. E, novamente, o Vaticano não cedeu.

Por último, centenas de presbíteros brasileiros reunidos em Itaici (São Paulo) em 2008, redigiram o mesmo pedido, ademais que sacerdotes com dispensa do exercício do ministério fossem readmitidos. A proposta foi descartada na versão final do documento enviado a Roma, o que não impediu, todavia, que fosse tornada pública.