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Novo Bispo de São José do Rio Preto

Postado em 26 setembro 2012 by E. Marçal

Do boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé

O Santo Padre Bento XVI nomeou como bispo da diocese de São José do Rio Preto (São Paulo) S.E.R. Dom Tomé Ferreira da Silva, até então Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo e Titular de Giufi.

Dom Tomé Ferreira
51 anos

Nascido há 51 anos na cidade mineira de Cristina, ingressou em 1975 no seminário da diocese de Campanha, para cujo clero foi ordenado sacerdote em 01 janeiro 1987.

Em 1993, obteve o mestrado em Filosofia pela Pontiificia Università Gregoriana de Roma.

Durante o exercício do ministério presbiteral em Campanha, exerceu, dentre outros, os seguintes encargos: coordenador diocesano de Liturgia; professor, vice-reitor e reitor do Seminário Diocesano São José; professor de Filosofia no seminário da Arquidiocese de Pouso Alegre; e assumiu cargos pastorais em 5 paróquias de sua diocese.

Em março 2005 foi eleito Bispo e sagrado em maio do mesmo ano em sua cidade natal por Sua Em.cia o Sr. Cardeal Cláudio Hummes, então Arcebispo de São Paulo.

Até então era Vigário-geral da Arquidiocese de São Paulo e Vigário Episcopal da Região Ipiranga, como também bispo assessor da Pastoral Vocacional, dos Seminários e das Missões da mesma Arquidiocese, além de bispo referencial para o Ecumenismo e o Diálogo Interreligioso no Regional Sul 1 da CNBB.

Brasão episcopal sob o mote “Santidade – Verdade- Caridade”

Tomará posse de uma diocese cujo processo de elevação à arquidiocese metropolitana tramita na Santa Sé. A cátedra de São José do Rio Preto encontrava-se vacante desde março deste ano, quando Dom Paulo Mendes Peixoto foi transferido e promovido ao arcebispo mineiro de Uberaba.

Simpósio de Direito Canônico no Recife

Postado em 13 setembro 2012 by E. Marçal

Poderemos ainda inserir mais detalhes posteriormente 

A Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), da Companhia de Jesus, é, segundo a própria, a única instituição acadêmica do Brasil que conta entre as cadeiras eletivas do curso de Direito, uma sobre o Direito Canônico ou eclesiástico – embora a restrita carga horária limite demasiadamente o acesso dos universitários a um estudo mais detalhado sobre pontos de valor fundamental do mesmo Direito.

Considerando isto, e na dupla comemoração cinquentenária tanto da inauguração do Concílio Vaticano II quanto do início do ensino do Direito eclesiástico em seu curso de Direito Civil, a mesma Universidade promove entre os próximos dias 18 e 20 de setembro o Simpósio de Direito Canônico que, como pode ser lido adiante, traz conferências desde o direito matrimonial e suas ações judiciais canônicas até as propriedades jurídicas do Tribunal da Rota Romana e das competências do Tribunal da Assinatura Apostólica – a última instância jurídica da Igreja, passando ainda sobre o influxo decorrido das decisões do Vaticano II, ainda que o Papa João XXIII já tenha desejado em 1959 (i.e., antes do Concílio) uma reforma do Código de 1917, que terminou na promulgação e publicação do novo Código em 1983 pelo Papa João Paulo II.

E ainda: para aqueles que não estiverem presentes durante as conferências, o canal no Ustream da Universidade transmitirá integralmente o Simpósio ao vivo, com a possibilidade de também assistirem posteriormente aos vídeos gravados no mesmo canal. Para tanto, no fim da página está inserida a tela do canal, que só estará online durante a transmissão das conferências.

Para receber o certificado de participação no Simpósio, é solicitada a inscrição neste endereço  http://www.unicap.br/MinicursosCCJ, com posterior pagamento do boleto bancário no valor de R$20. Contudo, o acesso ao Simpósio não é restrito a inscritos.

* * *

SIMPÓSIO COMEMORATIVO
dos 50 anos do Concílio Vaticano II
e do ensino de Direito Canônico na UNICAP em seu curso de Direito

18 a 20 de setembro

 

http://www.ustream.tv/channel/simp%C3%B3sio-de-direito-can%C3%B4nico

 

PROGRAMA

Terça-feira, 18 setembro 

7h50 | Abertura

Pe. Pedro Rubens Ferreira de Oliveira, SJ
Reitor da Universidade Católica de Pernambuco
Doutor em Teologia Sistemática pelo Centro de Estudos e Pesquisas da Companhia de Jesus – Paris

8h | Repercussão do Concílio Vaticano II no Direito Canônico

Pe. Jesús Hortal, SJ
Doutor em Direito Canônico (Pontificia Università Gregoriana – Roma)
Autor dos comentários da edição brasileira do Código de Direito Canônico de 1983
Professor associado do Departamento de Teologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

9h30 | Poder judiciário na Igreja

Sua Ex.cia Dom Fernando José Monteiro Guimarães, C.Ss.R.
Bispo diocesano de Garanhuns (Pernambuco)
Mestre em Direito Canônico (Pontificia Università della Santa Croce – Roma)
Doutor em Teologia Moral (Pontifica Università Lateranense – Roma)
Membro do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica – Vaticano

| Comparativo entre o poder judiciário brasileiro e o poder judiciário eclesial

Prof. Ubiratan de Couto Maurício
Juiz federal da 9ª Vara Federal
Mestre em Direito Civil (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo)
Docente de Direito Civil da Universidade Católica de Pernambuco

17h | Chancelaria da diocese

Pe. Cícero Ferreira de Paula
Sacerdote incardinado na Arquidiocese de Olinda e Recife
Chanceler na Cúria da mesma Arquidiocese
Mestre em Direito Canônico (Pontificia Università della Santa Croce – Roma)

Quarta-feira, 19 setembro

7h45 | Ações matrimoniais no processo canônico

a) Ofício de advogado

José Maria Alves da Silva
Especialista em direito e processo matrimonial canônico (UNICAP)
Advogado nos foros canônico e civil

b) Ofício de defensor do vínculo

Pe. Valdir Manuel dos Santos Filho, SCJ
Mestre em Direito Canônico (Pontifica Università Lateranense – Roma)
Docente de Direito Canônico (UNICAP)
Defensor do vínculo no Tribunal Eclesiástico Regional e de Apelação da CNBB Regional Nordeste II

9h30 | Tópicos comparativos de direito matrimonial

a) Direito canônico

Pe. Valdir Manuel dos Santos Filho, SCJ

Curriculum vide acima

b) Direito civil

José Maria Silva

Docente da Universidade Católica de Pernambuco

17h | Tribunais eclesiásticos de primeira e segunda instâncias

Mons. José Heleno dos Santos
Sacerdote incardinado na Diocese de Caruaru (Pernambuco)
Doutor em Direito Canônico (Pontifica Università Lateranense – Roma)
Vigário judicial adjunto do Tribunal Eclesiástico Regional e de Apelação da CNBB Regional Nordeste II

Quinta-feira, 20 setembro

17 h | Seções de instrução dos tribunais eclesiásticos nas dioceses

Pe. Christiano de Souza e Silva
Sacerdote incardinado na Diocese de Nazaré (Pernambuco)
Doutor em direito canônico (Pontifica Università Lateranense – Roma)
Vigário judicial da mesma Diocese de Nazaré

18h45 | Origens canônicas do direito processual

Pe. Francisco Caetano Pereira
Sacerdote incardinado na Arquidiocese de Olinda e Recife
Doutor em Direito (Universidade de Deusto – Espanha)
Docente de Direito Civil (UNICAP)

20h30 | Tribunal Apostólico da Rota Romana e sua competência

Mons. Enrico Adriano Rosa
Sacerdote incardinado na Diocese de Bérgamo (Itália), mas residente no Vaticano
Doutor em Direito Canônico (Pontificia Università Urbaniana – Roma)
Defensor do vínculo no Tribunal Apostólico da Rota Romana – Vaticano

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Informações complementares  

a) Coordenação acadêmica: Prof. Ubiratan de Couto Maurício

b) Inscrições a partir de 18 de agosto exclusivamente pelo site http://www.unicap.br/MinicursosCCJ, para fins de expedição do correspondente certificado de participação (com 16 horas utilizáveis como atividade complementar de formação acadêmica): R$ 20,00

c) Locais das palestras: (G1: Bloco G, 1º andar)

A dedicação da nova catedral de Karaganda

Postado em 13 setembro 2012 by E. Marçal


Com informações do site da Diocese de Karaganda
Créditos das imagens da dedicação pertencentes ao álbum da Diocese de Karaganda no Picasa

 

E ainda há quem diga que o gótico não responde mais aos anseios espirituais de nossos dias. Há também os que defende que o gótico só nos lembram da arquitetura católica fruto de uma época [ultrapassadíssima!] e que deve ficar condicionada a ela, como peças num museu.

“Que hoje esqueçamos o medievo e que nos venha o estéril moderno!”.

Porta da Catedral de Koln

Porta principal da Catedral de Colônia
A maior representação do gótico sacro e modelo para a Catedral de Karaganda 

A crítica não se sustenta apenas no moderno, não acreditamos que apenas o antigo, ao sabor da Idade Média, é o que vale. Repudiamos o moderno distorcido e mudo em significado religioso e, principalmente, cristão – como a Catedral de Los Angeles. Contudo, inegavelmente, o gótico e  seus derivados ou semelhantes carregam em si mais características transcendentais, usadas ao longo de centenas de anos e por muitas nações, do que traços modernos sem muita ou nenhuma ligação com o âmbito religioso.

Mas, se o gótico seria praticamente comum em nações ou de tradição cristã ou forte influência do cristianismo, como esperar uma catedral em estilo neogótico recentemente construída no Cazaquistão, onde os católicos (romanos e orientais) são apenas 1% da população e foram alvo de uma dura e implacável perseguição durante o falido regime soviético.

 

Breve histórico

 

A ideia primordial de construir uma nova catedral, no lugar da velha Sé de São José, começou em Mons. Jan Pawel Lenga, arcebispo (título ad personam) de Karaganda até a sua renúncia em 05 fevereiro 2011. Ele desejava uma nova igreja que oferecesse possibilidades de “evangelização por meio da beleza”, mas também uma expiação visível e permanente dos crimes do regime comunista. Portanto, desde aqui Mons. Jan Lenga quis dedicá-la ao patrocínio de Nossa Senhora de Fátima, que alertou aos Pastorinhos dos pecados a que o mundo assistiria nos anos seguintes à sua aparição.

Inspirados no exemplo mais marcante da arquitetura gótica – a Catedral de Colônia, o projeto da nova igreja foi desenhado em esboço do arquiteto alemão Dr. Karl-Maria Ruf, com as modificações estruturais necessárias às condições climáticas locais definidas por um arquiteto local, Vladimir Gregorevitsch Sergeyev.

Providencialmente, em 13 maio 2003 as autoridades civis de Karaganda decidiram favoravelmente ao pedido da Diocese sobre um terreno situado numa área no sudoeste da cidade, área mais visível que a da Velha Sé. Quatro dias depois, o Cardeal Angelo Sodano, então Secretário de Estado, convidado pelo Presidente da República Nursultan Nazarbayev Abishevitsch, abençoou o terreno e a pedra fundamental da construção.

O então Pe. Athanasius Schneider e o Arcebispo conversaram exaustivamente com uma sociedade laical austríaca inclinada a cobrir os custos financeiros da edificação da nova catedral. E assim foi estabelecido.

Mons. Athanasius Schneider

Sem dúvida alguma, Mons. Schneider, professo na Ordem da Santa Cruz, foi quem mais contribuiu individualmente com esta audaciosa iniciativa. E colaborou ainda mais quando foi eleito em 2006 Bispo Auxiliar de Karaganda. Desde então e simultaneamente, ele tem se desenhado na Igreja como um jovem bispo (atualmente com 51 anos) defensor de uma liturgia tradicional, e audacioso ao sugerir, e causando um alvoroço na plateia que o ouvia num congresso em Roma, que o Papa publicasse um novo Syllabus, desta vez contra os erros de interpretação do Concílio Vaticano II. Mons. Schneider é fluente no português, uma vez que ele estudou e foi professor no seminário de Anápolis (Goiás), um dos redutos tradicionais brasileiros.

 

A dedicação litúrgica

 

Mons. Janusz Kaleta

Com tantas peculiaridades – histórico do povo e significado espiritual do edifício, o bispo de Karaganda, Mons. Janusz Kaleta, nomeado em fevereiro de 2011, apresentou o pedido que o Papa Bento XVI dedicasse a nova catedral. Para isto ele nomeou um legado seu, o Cardeal Angelo Sodano, Decano do Colégio Cardinalício, para presidir a cerimônia com rito de dedicação da igreja e sagração do altar no último domingo, dia 09.

Mons. Konrad Krajewski
Um dos cerimoniários pontifícios e a quem coube a direção do serviço litúrgico da dedicação 

O eminente prelado chegou ao Cazaquistão no sábado, dia 08, acompanhado dos outros 2 membros da delegação pontifícia: o mesmo Mons. Athanasius Schneider, hoje Bispo Auxiliar de Astana (capital do País), e Mons. Konrad Krajewski, o 2º cerimoniário das celebrações papais, que dirigiu a Missa com rito de dedicação.

Na Missa estiveram presentes, além dos 1.500 fiéis, bispos orientais unidos à Roma, delegações de Igrejas Ortodoxas locais, de comunidades islâmicas (47% dos mais de 17 milhões de habitantes): uma prova das boas relações que os católicos mantêm com as outras confissões cristãs e até mesmo com o governo civil, a ponto deste se sentir honrado com a construção e a beleza da nova catedral, um gesto de que a Igreja Católica é favorável à promoção da cultura. Não obstante, há falta de sacerdotes e de recursos financeiros para a construção de novas igrejas.

É de se notar que não houve a assistência de diáconos na Missa, como também é surpreendente a nobre simplicidade dos paramentos e demais objetos sacros, demonstrando que, realmente, a construção foi laboriosa e que, apesar das condições, é possível oferecer um culto digno do Senhor.

Para mais informações, inclusive sobre as 14 pinturas encomendadas para a cripta da Catedral, leia a entrevista com Mons. Schneider.

O presente texto poderá ser posteriormente atualizado com mais informações.

Confira algumas fotos da cerimônia de dedicação: